<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324</id><updated>2011-04-21T19:06:41.447-07:00</updated><title type='text'>royalecomqueijo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>33</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-113434552793041638</id><published>2005-12-11T15:57:00.000-08:00</published><updated>2005-12-11T15:58:47.946-08:00</updated><title type='text'>II Maratona Criterion</title><content type='html'>II Maratona Criterion&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dezembro suplica por cinema caseiro. É aquele mês em que o serão ideal passa mesmo por “dinner and a movie”, ou “dinner and plenty of movies”. Pela segunda vez este ano, reuni companhia com o mesmo gosto pela cinefilia e tratei da poeira às jóias da Criterion. Apurei o sistema de sorteio (agora uso um software chamado Zlotto96) e lancei os filmes existentes em tômbola. A regra era ver tudo o que a convidada desconhecesse. Por razões mais ou menos óbvias, apenas “King of Kings” de Cecil B. DeMille foi rejeitado às 23 horas de sábado. Tudo o resto cumpriu com protocolo. Eis um sumário das ideias retidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Branded to Kill” de Seijun Suzuki&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Suzuki ainda representa um mistério para mim. Realizador japonês de série-b que sempre aposta no mesmo actor fetiche. A edição deste “Branded to Kill” até conta com um ensaio do grande John Zorn. Creio ter sido isso que me atraiu até ele. O véu mantém-se espesso ao segundo visionamento. Trata-se basicamente de uma história de assassinos contratados contada ao jeito da montanha-russa. Tem uma fase intermédia visualmente muito forte e a mulher do protagonista parece-me cada vez mais lunática, assim como aquela narrativa que deixa de o ser de uma maneira que Lynch havia de explorar vezes sem conta. Nota: procurar conhecer melhor este Suzuki para confirmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Carnival of Souls”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Carnival of Souls” é aquele clássico maldito que se vê quase como um vídeo-clip de dimensões anormais. O próprio filme traduz a anormalidade do tratamento hostil do sexo masculino sobre o feminino (explorar isso agora é retirar-lhe metade do gozo). “Carnival of Souls” continua a ganhar terreno na minha apreciação e converteu a companheira A. em mais uma aderente ao culto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Slacker”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a chegada de um membro de júri adicional, “Slacker” era o prato principal da noite de sábado e estava sujeito a três julgamentos. “Slacker” tem conteúdo para suportar quantos forem necessário. Parece-me cada vez mais um convite à individualidade, à auto-suficiência de um meio cultural fechado. Agradou a todos e conquistou-me de vez à terceira (à primeira fui apanhado desprevenido). É absolutamente seminal quanto à estética “indie”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“The Life Aquatic”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exibido a horas tardias, “The Life Aquatic” foi recebido com as primeiras vaias de pestana (a convidada de honra pregou olhou umas 9 vezes, a rotineira manteve-se firme no visionamento desperto, eu vacilei mas não fui ao fundo). Ainda assim, continua a ser a mesma arca de esplendor visual e um filme de excelentes gags a médio / longo prazo (ler post anterior para mais informações).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“The Honeymoon Killers”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“T.H.K.” não é o melhor filme para acompanhar com cereais de frutos silvestres logo pelo pequeno almoço. A sua dupla de protagonistas é absolutamente odiável e temível. O filme funciona (e espaços há em que se arrasta) quando as vítimas se tornam mais temível que a dupla de vilões. Aí ganha imensa graça e o tempo passa a voar. É capaz de ter sido dos primeiros serial road movies. Tem aquela pinta de culto que só abafa os objectos genuínos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Le Cercle Rouge”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Le Cercle Rouge” é noir clássico. Dura 140 minutos que voam às costas do seu ritmo triangularmente imparável. Alain Delon tem a pinta que Colin Farrell gostava de ter em troca de fretes feitos a Oliver Stone. Tem uma sequência de roubo de jóias que mora no meu pódio destinado a essas. Fechou a chave de rubi a II maratona.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-113434552793041638?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/113434552793041638/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=113434552793041638' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/113434552793041638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/113434552793041638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/12/ii-maratona-criterion.html' title='II Maratona Criterion'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-112993554311973137</id><published>2005-10-21T15:58:00.000-07:00</published><updated>2005-10-21T15:59:03.126-07:00</updated><title type='text'>Gus Van Santa paciência para ver "Last Days" até ao fim (vai morrer longe, anão iconoclasta</title><content type='html'>No Royale, Gus Van Sant vai de herói a vilão no espaço de um post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivia na corda-bamba do cepticismo desde que tinha perdido o tempo mais inútil da minha vida com o "Psycho" e o "Even cowgirls get the blues". Eram os pesos negativos de uma balança que tinha contraponto na excelência de "My Own Private Idaho" e "Elephant" (dois marcos do cinema independente e mantenho com o primeiro uma relação que me leva a comover até quando vejo os extras). O "Bom Rebelde" seria sempre o Luke Skywalker na equação, o equilibrio. Os destabilizadores seriam insignificâncias que nem sequer vi. Certo. Vamos a isto. Hoje é decisivo. Amor ou ódio. Conversão ou total rejeição. Bem... "Last Days" pertubou-me tanto como "Irreversível", mas pelas piores razões. É um daqueles objectos absolutamente inenarráveis que só tornam Gus Van Sant numa figura ainda mais odiável, tal é a leviendade com que arruina por completo coisas sagradas.&lt;br /&gt;Sim, porque colocar Norman Bates a masturbar-se enquanto espreitava o rabo de Anne Heche (quando isso não acontecia no original de Hitchcock) já era daquelas coisas que me tirava o sono. Fazer da figura que praticamente mudou o rumo musical da década de 90 uma caricatura comparável ao Beavis (após demasiado consumo de açucar) é simplesmente uma ofensa de quem se dá a estes luxos só porque o pode. sim, Gus Van Sant filma por meia dúzia de tostões. É "hip" e tem amigos que o acompanham como mecenas. Kim Gordon surge num papel pior que alguns discos da série SYR. GVS é a partir de hoje uma das pessoas mais perigosas no mundo, tal é a facilidade com que pode remexer uma entidade sagrada e servi-la em menu indie imersa em tiques descabidos e um disfarce que tudo facilita. Gus Van Sant é arty, reúne colaboradores brilhantes no que toca a fazer cinema (sim, Last Days é excelente na fotografia e detalhes técnicos) e tem aquela pinta de iluminado. Last Days é bom cinema, mas um objecto incompreensível no seu motivo.&lt;br /&gt;Agora que Kurt Cobain e Hitchcock já deram voltas no caixão, porque não fazer de Rosebud um vibrador, de Joana D'Arc uma prostituta psicótica e de Carlos Focauld um mercenário toxicodependente num biopic fantasiosamente dado a delirios gay? Sim, Gus, aproveita as cinzas aos Alice In Chains, Elliott Smith, Jeff Buckley. Mete-os a todos a andar aos circulos nessa américa das amarguras boémias que tanto focas. Desde que tenhas alguém competente e um lobby indie a apoiar-te, isso há-de correr às mil maravilhas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-112993554311973137?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/112993554311973137/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=112993554311973137' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/112993554311973137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/112993554311973137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/10/gus-van-santa-pacincia-para-ver-last.html' title='Gus Van Santa paciência para ver &quot;Last Days&quot; até ao fim (vai morrer longe, anão iconoclasta'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-112855348880876654</id><published>2005-10-05T15:54:00.000-07:00</published><updated>2005-10-05T16:04:48.816-07:00</updated><title type='text'>My Own Private Right to be amusing</title><content type='html'>Em boa companhia finalmente descobri porque o "My Own Private Idaho" é tão eficiente enquanto filme gay. Existe uma cena de sexo (filmadas em imagens petrificadas) em que Keanu Reeves surge nu ao lado de quem contracena com ele. No meio de todas aquelas formas redondas fiquei sem saber a quem pertencia o melhor rabo. Creio que os dois eram bem apreciáveis. O método Gus Van Sant resulta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, não há ninguém que filme nuvens como ele. "My Own Private Idaho" tem sequências inesquecíveis no que a nuvens diz respeito. Valia a pena compilar as sequência do céu a todos os seus filmes e reunir isso num video dos Sigur Ros ou Cocteau Twins. No meu funeral quero esse video a passar em loop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, sou tão estupidamente emotivo em relação a "My Own Private Idaho" que dei por mim a ficar sensibilizado com alguns dos seus complementos (os que constam do disco 2 da sua edição Criterion). Qualquer dia dou por mim a chorar baba e ranho nas trailers de filmes do Lasse Halstrom. Levei-me a andar de carrinhos de choque no dia em que isso acontecer, por favor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-112855348880876654?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/112855348880876654/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=112855348880876654' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/112855348880876654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/112855348880876654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/10/my-own-private-right-to-be-amusing.html' title='My Own Private Right to be amusing'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-112668921218629073</id><published>2005-09-14T02:12:00.000-07:00</published><updated>2005-09-14T02:13:32.193-07:00</updated><title type='text'>The Astronaut's Wife</title><content type='html'>NAN &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Men are like parking spaces: all the good ones are taken, and the available ones are handicapped.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-112668921218629073?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/112668921218629073/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=112668921218629073' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/112668921218629073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/112668921218629073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/09/astronauts-wife.html' title='The Astronaut&apos;s Wife'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-112368936566114312</id><published>2005-08-10T08:38:00.000-07:00</published><updated>2005-08-10T08:56:05.670-07:00</updated><title type='text'>Vai sonhando</title><content type='html'>Em vez da tradicional avalanche de disparates, opto neste post por confrontar dois pontos de vista em relação a "Os Sonhadores" de Bertolucci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O de alguém bem mais entendido sobre a obra de Bertolluci, mas céptico relativamente às maravilhas da Criterion Collection:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Sonhadores será sempre um filme-fetiche, realizado por um homem que é para mim o cineasta (mal compreendido) da luxúria, Bernardo Bertolucci. Não esqueço a admirável recuperação do Acossado do Godard, no pregão "New York Herald Tribune". Ou, ainda Godard, a tentativa de bater a façanha do Louvre de Bande à Part. Ou mesmo o despique verbal entre Chaplin e Keaton, ou entre Clapton e Hendrix - fico-me sempre pelos segundos. Os diálogos contrastam, às vezes, com a cenografia "gratuita", é verdade. Mas são perturbantes as navalhadas no Maio de 68 e na guerra do Vietname, ou como uma declaração anti-guerra é um poema. Sobretudo porque acredito que muita gente viveu assim esses episódios históricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um filme improvável. Veja-se as cenas da tentativa de suicídio ( Rosetta, dos irmãos belgas Dardenne, é contemporâneo deste filme e isso percebe-se bem nesta passagem) e da rua a entrar-lhes pela janela - já que eles se estavam nas tintas para a revolução. É quase impossível este filme, de tão narcísico (como disseste (em debate verbal havido anteriormente)), como era quase impossível O Último Tango em Paris . Mas Bertolucci filmou ambos. É cinema que se olha até à náusea, na ânsia da auto-referencialidade a roçar o pueril. Mas um cinema apaixonante e apaixonado, nem que seja por si. Os Sonhadores é assim. Não é assim também Tarnation , de Jonathan Caouette? Mas concedo, por fim, que, por ter tanta sacarose, acaba por fazer mal aos dentes. É que Bertolucci nunca estudou até ao fim a lição dos grandes, não deixando por isso de ser um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha resposta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso adiantar que eu concordo com quase tudo o que referes. Eu não conheço assim tão bem o Bertolucci p admirar essa auto-referencialidade. Mas se for por aí todas as sagas são grandes filmes. Aquelas colagens e referências à nova vaga e a outros tantos clássicos são pura sedução de cinéfilos. Ou estás dentro ou estás fora. Tu estás dentro, eu estou fora. Eu disse que "pode até" ser narcísista e não malhei nisso. O filme tem um início e fim extremamente deficientes. Em 15 minutos o trio une-se. Em 5 minutos o trio desfaz-se. Já o "Tango" também jogava com a intimidade súbita, pelo que sei e pouco me lembro. Este não me papa talvez porque é gráfico quando nem sequer precisa de o ser. Parece-me ser um filme que acena com demasiadas bandeiras e depois não tem muito para dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o trio de actores revela-se aquém das suas capacidades. Michael Pitt mais parece um Leonardo Di Caprio dos anos pré-Titanic.(spoilers ahead) E alguém acredita que a protagonista era virgem?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-112368936566114312?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/112368936566114312/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=112368936566114312' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/112368936566114312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/112368936566114312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/08/vai-sonhando.html' title='Vai sonhando'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-112259600838498585</id><published>2005-07-28T16:45:00.000-07:00</published><updated>2005-07-28T17:13:28.390-07:00</updated><title type='text'>Royale com Queijo - Blockbuster Report</title><content type='html'>Batman Bengala&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou magoado, Chritopher Nolan. Filmas o melhor thriller desde "Seven" e convertes-te agora ao peso do ouro de um franchising que tinha morrido no momento em que Schwarzie deixou cair a sua primeira lágrima de gelo.&lt;br /&gt;"Batman Begins" não é sequer digno de ser o primeiro capítulo de uma saga referente a Batman. Assistir ao Batman da década de 60 é certamente mais divertido. Este primeiro capítulo de um nova saga encontra Scarecrow a libertar gases alucinogénicos por Gotham. Os pobres habitantes ficam com medo de tudo o que vêm à frente e nós com medo de esta saga se estender a mais 2 ou 3 "no-brainers" e de um mais que provável "reprise" de Michael Caine no lugar de mordomo Alfred. Se ele se atrever a dizer "Goodnight, you princes of Gotham. You kings of New England. " juro que peço o meu dinheiro de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é bela da independência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exactamente. "Guerra dos Mundos" pareceu-me um cruzamento entre "A vida é bela" - comédia familiar assente sobre o Holocausto - e "Dia da Independência" - um holocausto patriótico de comédia. Para já, parece-me o pior Spielberg desde "Império do Sol" (ainda não vi "Apanha-me se puderes" e "Amistad" era pelo menos uma excelente aula de história). Sim, pior que o Kapra-Spielberg do ameno "Terminal". "Guerra dos mundos" comete o pecado que surgia diluído entre os efeitos visuais de "Jurassic Park" (um marco para a altura, hoje parece nitidamente datado): é inadmissivelmente "camp" de acordo com a bitola do judeu mais poderoso da indústria de Hollywood.&lt;br /&gt;E isto porque "camp" nem sempre se refere apenas a cenários de cartolina e guarda-roupa comprado nos saldos.  Em "Guerra dos Mundos" o "camp" fareja-se às sequências empilhadas em que os protagonistas fogem à ameaça alienigena (a pé, de carro, a nadar), à 15º vez que o plano os encontra de baixo para cima a pasmarem perantes as dimensões dos tripods, a toda uma série de clichés encabeçadas pelo personagem ermita de um Tim Robbins em modo ganha-pão. Pior só mesmo a lamechice de uma versão "a cappella" de "Little deuce coup" cantada por um Tom Cruise em lágrimas cultivadas com a direcção de Paul Thomas Anderson.&lt;br /&gt;"Guerra dos Mundos" faz pasmar e entretém, mas por dentro apodrece aos poucos. Repare-se na sequência do "toca-e-foge" entre aliens e trio sobrevivente na cave. Já ninguém papa isso. Dêem-me os aranhiços de "Relatório Minoritário"!&lt;br /&gt;Os yankees voltam a ganhar à lei da bala, mas o inimigo ainda resiste. Há uma altura em que com três granadas - arremesadas no goto do tripod - Tom Cruise racha um máquina ao meio. Teria sido mais fácil dar-lhe de comer os Guns n' Roses e esperar que o bicho morresse entoxicado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-112259600838498585?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/112259600838498585/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=112259600838498585' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/112259600838498585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/112259600838498585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/07/royale-com-queijo-blockbuster-report.html' title='Royale com Queijo - Blockbuster Report'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-111873887528208875</id><published>2005-06-14T01:46:00.000-07:00</published><updated>2005-06-14T01:47:55.286-07:00</updated><title type='text'>Não pesco nada disto</title><content type='html'>Wes Anderson é autor feito. Quem ainda não acreditava que “Royal Tenenbaums” era uma obra-prima a curto prazo, tem em “The life aquatic with Steve Zissou” resposta à altura. Os dois são tão semelhantes e, ao mesmo tempo, tão distintos que compará-los será, por enquanto, um exercício de alto risco. A hipótese de “The life aquatic” ser a segunda parte de uma trilogia não é de todo descartável (sim, porque “Rushmore” era ligeiramente diferente do que se lhe seguiu) .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filmes de Wes Anderson comprovam a ideia da paixão como algo irracional. Dou por mim fascinado por tudo isto sem saber ao certo porquê. O bom humor flúi por dentro e raras vezes explode numa gargalhada. Tudo em “The Life Aquatic” é um imenso gag. O ataque visual – legendas, filmes dentro do filme, a arquitectura Monty Phyton – começa por desnortear e depois vai invertendo o seu papel e, aos poucos, acrescentando peças ao puzzle do gag indescritível. Tudo no universo Anderson  tem imensa graça. Actualmente, é ele o melhor praticante da arte de fazer espalhafato de uma forma subtil. Por isso, “The life aquatic” (tal como “Royal Tenenbaums”) é uma bomba-relógio à espera de surtir o seu real impacto pela altura em que todas as subtilezas do seu non-sense são assimiladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os detractores de Wes Anderson acusam-no de atirar a matéria pastosa à superfície e esperar que pegue. E muitas vezes não pega. Sim, Anderson nem sempre encontra forma de justificar as pontas que deixa soltas. Será tão improvável alguém apreciar esse desequilíbrio? Anderson filma espelhos humorísticos para quem não se leva muito a sério. Quando “Tenenbaums” deitava por terra qualquer seriedade (excepto os laços de sangue) associada à família como instituição, “The Life aquatic” equaciona a parentalidade através do delírio total moldado a partir de memórias de documentários protagonizados por Costeau e filmes de aventuras subaquáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, não existe entre os autores no activo quem escolha melhor banda-sonora para os seus filmes. Sim, porque usar um clássico dos Stooges e logo depois soltar um trocadilho certeiro não é para todos. Os Sigur Rós por lá andam em momento determinante. Ah! E Bill Murray é o actor de mau feitio mais cool trajando um gorro vermelho. “The Life Aquatic” faz de 2005 um ano de boa pesca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-111873887528208875?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/111873887528208875/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=111873887528208875' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111873887528208875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111873887528208875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/06/no-pesco-nada-disto.html' title='Não pesco nada disto'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-111835187436512270</id><published>2005-06-09T14:16:00.000-07:00</published><updated>2005-06-09T14:17:54.370-07:00</updated><title type='text'>O exterminador improvável</title><content type='html'>O exterminador permeável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Naked Lunch” (este calor impede-me de verificar os nomes, por isso recomenda-se visita ao imdb) é um daqueles fracassos “o que poderia ter sido, mas não foi”. Procura Cronenberg com uma realização altamente personalizada (aqueles bonecos medonhos não poderiam pertencer a mais alguém) e através da fusão de universos reproduzir o impacto vanguardista da obra de Burroughs a partir da qual o filme é adaptado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fracassa, provavelmente porque teve de obedecer a um código de grande estúdio. “Naked Lunch” não se arrisca a ser assumidamente arty (caso o fosse, teríamos aquele que bem poderia ser o melhor Cronenberg), e o melhor que consegue é submeter a essência esquelética da obra de 1959 aos maneirismos e tiques da saga “Guerra das Estrelas” (quando o estúdio que pegou em “Naked” até é a 20th century fox). O filme acaba por ter direito a vilão (revelado numa cena risível) e um ritmo de aventura que nada tem a ver com o livro de culto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica a ideia de que esta foi uma oportunidade perdida. Nem sequer sei se “Naked Lunch” arrecadou dinheiro suficiente para pagar as suas despesas, mas estou certo de que o público comum não terá cedido facilmente às reviravoltas e malabarismos tóxicos à Cronenberg. Lá estão os bonecos a servir de imagem de marca ao realizador. Os bonecos e um amontoado de sequências sofríveis suspensas por um fio condutor da espessura de uma teia de aranha. Sendo assim, prefiro “Spider” (o melhor dos últimos filmes do realizador canadiano) e aprovo tangencialmente “Naked Lunch” apenas porque as interpretações são irrepreensíveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-111835187436512270?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/111835187436512270/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=111835187436512270' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111835187436512270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111835187436512270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/06/o-exterminador-improvvel.html' title='O exterminador improvável'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-111814761372068311</id><published>2005-06-07T05:31:00.000-07:00</published><updated>2005-06-07T05:33:33.723-07:00</updated><title type='text'>Nem a revolução acontece nem a burguesia janta</title><content type='html'>“O charme discreto da burguesia” (creio ser este o título em português) é um tratado no que toca a conseguir levar a extremos a elasticidade de uma arte tão delicada quanto a sátira. Buñuel sabe como fazê-lo impiedosamente e com a classe de que os protagonistas padecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que procure ser tomado por trivial, o enquadramento visado pelo filme evidencia uma burguesia fragilizada por feridas expostas, podres e uma imensa susceptibilidade além da carapaça social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buñuel faz suspender um jantar – que nunca chega acontecer – entre pesadelos (as melhores sequências do filme) e prazeres ocultos, de forma a ridicularizar toda a formalidade e falta de objectividade por parte de uma burguesia perdida no vazio da estrada a que ninguém parece conhecer um fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depende muito este “Charme” de mais alguns visionamentos e de uma contextualização mais apurada. Um comentário aprofundado fica para outra altura. Por agora, o Royale com Queijo recomenda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-111814761372068311?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/111814761372068311/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=111814761372068311' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111814761372068311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111814761372068311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/06/nem-revoluo-acontece-nem-burguesia.html' title='Nem a revolução acontece nem a burguesia janta'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-111719630723652409</id><published>2005-05-27T05:06:00.000-07:00</published><updated>2005-05-27T05:18:27.246-07:00</updated><title type='text'>O meu sabre é maior que o teu</title><content type='html'>Ontem fui até ao cinema ver o "Episódio III" com o meu cumpádi.  O que se segue não é tanto uma apreciação, mas um relato das manifestações registadas entre ambos no pré e pós visionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;à ida: A nostalgia ameaçava dominar a noite. O ciclo chegaria finalmente ao fim. Consenso perante o facto do primeiro episódio ser uma merda, muito por culpa do Jar-Jar Binks (personagem Disney sob os efeitos do vidro em pó inalado em Tóquio) e um Anakin Skywalker traquina perdido em sorrisos forçados.  A esperança de ver o melhor capítulo da nova trilogia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no regresso: Eu confessava ainda ter fechado os olhos perto do final, o pendura admitia que desde miúdo que queria ser um Jedi. Nostálgicos. Saudades dos dias em que os personagens não eram virtuais demonstrações de virtuosismo e os cenários ainda tinham alguma espessura. O Jabba era um excelente vilão, mesmo com aquele aspecto grosseiro. Passados alguns minutos e já nos sentíamos uns cotas a falar dos novos conceitos explorados por Lucas nas prequelas dos tão amados capítulos originais. Pouco antes de chegar a casa, já se falava de amigos do ciclo e da publicidade mais idiota alguma vez vista antes de um filme: bubbles!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-111719630723652409?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/111719630723652409/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=111719630723652409' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111719630723652409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111719630723652409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/05/o-meu-sabre-maior-que-o-teu.html' title='O meu sabre é maior que o teu'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-111706412103719893</id><published>2005-05-25T16:14:00.000-07:00</published><updated>2005-05-25T16:35:21.050-07:00</updated><title type='text'>Voando sobre um ninho de pugilistas</title><content type='html'>Sim, "Million dollar baby" é um bom filme. É sabido e mais que aquirido. Sim, Clint Eastwood e Morgan Freeman seriam mais que suficientes para atrair publico. Cumprem sem mácula e Eastwood atinge picos de dramatismo húmido pouco comuns à sua extensa carreira. Sim, Hillary Swank convence, apesar de sabermos que grande parte do seu desempenho tenha em vista a credibilidade e aquela coisa dourada que antecede a discursos sentidos. Era perseguida desde "Boys don't cry". Interpretar um travesti ou um pugilista determinado é ouro garantido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá está. "Million dollar baby" suga-me durante duas horas, mas não dorme comigo hoje. Não me consigo render por completo a um filme que, apesar de impune em praticamente todos os aspectos afectos ao cinema, acaba por ser um tele-filme grandioso e sofisticado. É inegável, amigos. E depois, lá estão alinhados todos os condimentos esperados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Morgan Freeman no lugar de narrador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- as sequências chaves para surgirem em trailers e nos excertos que são exibidos no certame das estatuetas: o grande diálogo pós-combate, o regresso do personagem interpretado por Freeman ao ringue, Hillary Swank débil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o combate final tem uma aparência tão pretensiosa que eu esperava ver Russel Crowe a arbitrá-lo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, "Million dollar baby" pode até ser um excelente filme, mas hoje durmo na companhia de 3 euros e alguns cêntimos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-111706412103719893?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/111706412103719893/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=111706412103719893' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111706412103719893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111706412103719893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/05/voando-sobre-um-ninho-de-pugilistas.html' title='Voando sobre um ninho de pugilistas'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-111640944988968258</id><published>2005-05-18T02:36:00.000-07:00</published><updated>2005-05-18T02:44:09.893-07:00</updated><title type='text'>Tenho uma conspiração à porta</title><content type='html'>Vou ser curto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A intérprete" é um daqueles filmes que nos deixa no limiar do assento do cinema. Compreenda-se a intriga ou não (e eu andei à nora durante quase uma hora), o novo filme de Sidney Pollack é mirabolante no seu ritmo e sucessão frenética de situações, contra-situações, explosões e emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, nem sempre resulta o romance em falsete que une os protagonistas interpretados por Sean Penn e Nicole Kidman - provavelmente a melhor dupla de actores da actualidade -, mas lá estão os dois para aparar qualquer que seja a fraqueza apontada à intriga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas a conclusão soa um pouco forçada e menos credível. Mas já dizia Lemmy dos Motorhead:"The chase is better than the catch".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-111640944988968258?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/111640944988968258/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=111640944988968258' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111640944988968258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111640944988968258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/05/tenho-uma-conspirao-porta.html' title='Tenho uma conspiração à porta'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-111618767711319158</id><published>2005-05-15T13:04:00.000-07:00</published><updated>2005-05-15T13:07:57.116-07:00</updated><title type='text'>Prime o gatilho, Sam, prime o gatilho.</title><content type='html'>Quem me conhece sabe que não suporto as tardes de domingo, mas hoje vivi a melhor dessas desde que fui passear ao jardim. Nem que seja por ter ido ao cinema ver “O assassínio de Richard Nixon”, desde já eleito pelo Royale como dos melhores do ano até à presente data. Trata o filme - realizado pelo debutante Niels Mueller – do afogamento de um homem e da América que quer levar consigo até ao fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O assassínio de Richard Nixon” é o novo “Taxi Driver”, daí que não será de todo inocente que o protagonista se chame Sam Bicke (quando Bickle era o apelido do personagem interpretado por De Niro). O que temos é a descida de um homem aos infernos da insatisfação perante um país mergulhado numa crise camuflada entre os sorrisos forçados de Richard Nixon. Muller consegue fazer de um protagonista paranóico alguém com que o público se consiga identificar. Houve alturas em que dei por mim a “torcer” por alguém que, apesar de lunático, é apenas vítima da América que o empurra para a mais temível das medida drásticas como última tentativa de salvação. Até nisso o filme se aproxima de “Taxi Driver”: o caminho rumo à salvação / redenção surge frequentemente no cinema de Scorcese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sean Penn continua a ser Sean Penn. Poucos seriam os actores de topo que se atreveriam a este papel, mas Penn já sobreviveu a tudo (a um casamento com Madonna inclusive). Por Penn ponho a mão no fogo e é actualmente o nome (a par de Edward Norton e Johnny Depp) que me leva a uma sala de cinema independentemente do que o filme possa parecer de antemão. Após “21 gramas” e “Mystic River”, Sean Penn consegue o hat-trick de prestações memoráveis que o colocam num plano infinitamente superior a quase todo o lote de talentos que acariciam a Academia com filmes esquecidos no espaço de um par de anos. Sean Penn é o homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ter passado uns bons anos em laboratório, “O assassínio de Richard Nixon” adequa-se na perfeição como crítica à América dos dias de hoje, onde a ameaça pode também partir de dentro na altura em que um cidadão desesperado com a administração Bush se torna numa bomba-relógio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-111618767711319158?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/111618767711319158/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=111618767711319158' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111618767711319158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111618767711319158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/05/prime-o-gatilho-sam-prime-o-gatilho.html' title='Prime o gatilho, Sam, prime o gatilho.'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-111609042039589581</id><published>2005-05-14T10:02:00.000-07:00</published><updated>2005-05-14T10:07:00.400-07:00</updated><title type='text'>Sete palmos de Bonsai</title><content type='html'>Há alturas em que temos de engolir palavras passadas. Por puro capricho, não foram poucas as vezes que fiz trocadilhos com o nome do mestre Ozu, quando nem sequer conhecia um filme que fosse por ele realizado. Hoje assisti ao milagre que é “Tokyo Story” e sou um homem arrependido. Não faço ideia de como seriam as sagas familiares hoje em dia sem a herança de Ozu, mas tenho a certeza de que “Sete Palmos de Terra” (a série da HBO) e tantos outros muito lhe devem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tokyo Story” não se dispõe a moralizar pelos números. Demora o seu tempo a chegar onde deseja e toda a morosidade é justificada. Trata o filme nipónico da viagem de um casal (já na terceira idade) a Tóquio para uma ronda de visitas aos filhos que um dia partiram do que os preparou para a vida. No entanto, o frenesim de uma cidade em pleno processo de rejuvenescimento (após a devastação provocada pela II Guerra) não permite a que os descendentes disponham do devido tempo para os pais. Um acontecimento vem a mudar tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tokyo Story” trata sobretudo do posicionamento de gerações na Tóquio da época. Uma dinastia tripartida por planos interiores onde a profundidade (enquanto medida da dimensão) é filmada de uma forma igualmente tripartida. A obra de Ozu é um tratado de geometria. A distância sentimental entre os pais e filhos acanhados e (algo embaraçados) é infinitamente superior  à distância física de quatro corpos ajoelhados no chão de madeira. Quando transposto para o exterior (fotografado com o primor que conhecemos à escola nipónica), “Tokyo Story” encurta a distância entre a passagem de esperançoso testemunho entre a avó e um neto filmado sob o céu aberto. A terceira idade parece ser o ramo tremido prestes a cair da árvore no Japão pós-nuclear. Ozu apela subtilmente aos laços familiares e tradição como elementos capazes de suster o ramo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sequer é necessário um discurso inserido a martelo para o resultado dramático de “Tokyo” ser estrondoso. Basta ao filme a sobriedade e a credibilidade das relações humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando alcança metade da sua duração, “Tokyo Story” exala a tensão acumulada na cavaqueira entre três homens embriagados que, entre si, analisam o ponto de situação e o que para trás ficou. O filme trata disso mesmo: aquela altura em que importa reavaliar as relações familiares e arranjar a melhor forma de remendar os pontos fracturados. Para a partir dos cacos – pertencentes à instituição familiar desconexa ou à metrópole que ressuscita das cinzas – voltar a fazer um vaso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-111609042039589581?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/111609042039589581/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=111609042039589581' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111609042039589581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111609042039589581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/05/sete-palmos-de-bonsai.html' title='Sete palmos de Bonsai'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-111550703075642205</id><published>2005-05-07T16:02:00.000-07:00</published><updated>2005-05-07T16:03:50.763-07:00</updated><title type='text'>White trash, two nipples and an earthquake</title><content type='html'>“Short cuts” (1993) desiludiu-me, mas fez redobrar a admiração que nutro por Robert Altman como um excelente director de actores. Ainda que o viesse a descobrir por ordem inversa à cronológica, “Short cuts” figura ao lado de desfiles de brilhantes interpretações como “Happiness” (Todd Solondz), “Boogie Nights” e “Magnolia” (ambos realizados por P.T. Anderson). Num “cast” em que mais de meia dúzia de intérpretes têm direito de antena equivalente, apenas Andie Macdowell parece tropeçar num tom demasiadamente dramático. Por lá anda um Tom Waits competente e delicioso para fãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Short cuts” é mosaico de uma Califórnia à beira de um ataque de nervos, retrato épico de um face white trash oculta. A estrutura é a das vidas que se cruzam e dos episódios que se sucedem. Porém, exigia-se a Robert Altman um maior fôlego para que o filme sobrevivesse a pouco mais de três horas (!!) sem bocejos. Não o consegue, de facto. Não chega a ser hilariante ao ponto de manter os sedentos de humor sob hipnose, tal como não mantém os níveis de interesse de algumas relações expostas. “Short cuts” é graciosamente desequilibrado e parece consciente disso. É feito de altos e baixos, tal como a vida que procura encerrar na sua duração. Intenso / descontraído, agridoce, optimista / pessimista. Diversifica-se em opostos para desse modo abranger toda a alma suburbana, mas morre na praia assim que perde o fôlego nos seus diálogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem sequer me arriscar a comparações no que toca a qualidade, posso adiantar que “Short cuts” habita nos antípodas de “Magnolia”. As semelhanças são de tal forma evidentes que, a partir da terceira hora, esperava que um sapo aterrasse a qualquer momento na cabeça de Robert Downey Jr.. Julianne Moore que no filme de Anderson assumia o papel da neurótica arrependida aqui habilita-se a uma cena de nudez que cai no filme de para-quedas. Ficamos a saber que a actriz é ruiva natural.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-111550703075642205?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/111550703075642205/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=111550703075642205' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111550703075642205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111550703075642205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/05/white-trash-two-nipples-and-earthquake.html' title='White trash, two nipples and an earthquake'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-111532828527968073</id><published>2005-05-05T14:24:00.000-07:00</published><updated>2005-05-05T14:24:45.286-07:00</updated><title type='text'>Tarde sem rosto</title><content type='html'>Aproveitei o feriado espigueiro para pôr a cinefilia em dia. Quis o acaso que ambos os filmes alinhados tratassem de coisas sem rosto (monstrinhos e vítimas de um esteticista sem escrúpulos) e pertencessem a dois anos consecutivos respectivamente. Fica a ideia para um futuro double feature a ser ainda mais apreciado (hoje estava um pouco estafado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fiend without a face”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Série-B com todos. “Fiend without a face” é poderosamente genuíno e generosa amostra das potencialidades de um filme de orçamento reduzido. A paranóia desta vez recai sobre a radioactividade -  responsável pela existência de uma força invisível que suga o cérebro e a espinha dorsal às pessoas da pequena vila isolada na fronteira entre o Canadá e EUA. Blame Canada, pois claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a ameaça faz as suas primeiras vítimas, vai ganhando forma o romance da ordem entre o militar e a sonsa que lá está para gritar ou surgir coberta apenas por uma toalha à ordem do realizar Arthur Crabtree. Tão improvável quanto uma relação que vai de tensão a tesão no espaço de 3 diálogos, é a aparência dos bichinhos que ganham vida e fome assim que a actividade radioactividade dispara (para fazer com que avião melhor sondasse território russo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os últimos vinte minutos (reservados ao ataque dos bichinhos formados por cérebro, antenas e espinha dorsal) são de antologia no que toca a série-b clássico. Felizmente, a bala supera a força da radioactividade e os protagonistas conseguem matar umas quantas criaturas enquanto as munições duram (ao bom estilo americano de quem defende o forte). É um festim como há muito tempo eu não via. Os movimentos dos pequenos bichos são bem mais credíveis do que esperava de um filme deste limitado calibre. “Fiend without a face” é série-b de luxo no que diz respeito a filmes de receio atómico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eyes without a face”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do terror desmiolado passo ao terror psicológico De uma forma que não conheço habitualmente, a produção franco-italiana consegue chocar-me ao ponto de olhar de lado para o ecrã. Há algo de implacavelmente macabro e doentio em “Eyes without face” – conto de um esteticista louco que sequestra mulheres às ruas de Paris para lhes roubar o rosto e aplicá-lo ao da sua filha que ficou com o seu desfigurado num acidente de carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eyes without a face” consegue reunir em hora e meia um par de vilões temíveis e o (des)encanto de “Eduardo Mãos de Tesoura” na personagem da vítima sem rosto. Até certo ponto, é precursor de “Massacre no Texas” pela forma como apresenta a família que atrai a presa até ao matadouro para dela fazer cobaia a uma necessidade macabra. Ainda assim, preferia o bisturi do Doutor Genéssier à moto-serra do Leatherface.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eyes without a face” consegue ser arty mesmo quando faz derramar sangue. Consegue ser perturbante sem nunca ser banal. Carismático mesmo que repugnante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-111532828527968073?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/111532828527968073/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=111532828527968073' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111532828527968073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111532828527968073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/05/tarde-sem-rosto.html' title='Tarde sem rosto'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-111460478630194872</id><published>2005-04-27T05:17:00.000-07:00</published><updated>2005-04-27T05:26:26.303-07:00</updated><title type='text'>Hotel Ruanda</title><content type='html'>Ainda na ressaca do 25 de Abril, juntei-me a meia-pandilha para ver "Hotel Ruanda". O retrato de uma revolução não podia vir mais a calhar no dia de ontem. "Hotel Ruanda" cometeu a proeza de a ninguém deixar indiferente e todos envolver num cenário dramático que, à custa de um Don Cheadle incrível, torna credíveis os acontecimentos passados no Ruanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tour-de-force protagonizado por Don Cheadle (Denzel quem?) é permanentemente intenso e suficientemente variado nas situações que ensaia. Recorre a duas ou três armadilhas da velha escola (crianças lavadas em lágrimas e por aí), mas sempre por justa causa. Por falta de golpe de génio - que fizesse o seu argumento brilhar entre os filmes de carácter político - "Hotel Ruanda" fica aquém do Olimpo de obras obrigatórias. O drama familiar convence, mas mói.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-111460478630194872?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/111460478630194872/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=111460478630194872' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111460478630194872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111460478630194872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/04/hotel-ruanda.html' title='Hotel Ruanda'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-111442770142587579</id><published>2005-04-25T04:13:00.000-07:00</published><updated>2005-04-25T04:15:01.426-07:00</updated><title type='text'>1ª Meia-Maratona Criterion</title><content type='html'>Durante o fim-de-semana, partilhei com grande amigo meu valente empreitada de cinefilia. O formato era simples: um monte de filmes inseridos numa tômbola e dois dedos que, ao pegaram ao calhas num papelinho, ditavam o cartaz. A única regra era: filme já visto por ambos não passa. Ainda assim, “King of kings” foi rejeitado por unanimidade. 7 filmes (uma curta metragem e metade de uma longa-metragem somam o sétimo). Eis impressões vagas do que se passou durante o certame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Yojimbo”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O percurso começou no Japão dos Samurais. “Yojimbo” é Kurosawa clássico. Toshiro Mifune imerso no personagem. Um Frankenstein japonês e a sensação de que este tinha sido o melhor início possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Band of outsiders”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ditou a tômbola que rumássemos logo de seguida para Paris, num voo fretado por alguém que gentilmente deixou que o seu Criterion fosse estreado por mão alheia. Tive assim a oportunidade de assistir a um filme que ainda não tinha visto (quando as hipóteses disso acontecer eram de 7%). “Band” é filme de golpada que chega só porque parece inevitável. Retrato de trio amoroso pouco convencional. Um festim de cinema e diálogos como a muito eu não via. Odile (Anna Karina) conquistou os dois presentes em pouco tempo. A dança a três é de antologia, como se sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“La ricotta”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por capricho de horários, um sorteado “Mamma Roma” deu lugar à curta-metragem irmã “La ricotta”. Fiquei ainda mais convencido de que o teledisco de “Losing my religion” é quase decalque das sequências da crucificação de Cristo. Orson Welles faz uma perninha e um cão que ladra arranca-me a gargalhado do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O companheiro mostra-se satisfeito e com fome de mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mamma Roma”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tem Pasolini, vai a Roma. “Mamma Roma” ganha e muito com um segundo visionamento. Toca-me como nenhum outro filme no festival e prometo-me a voltar a ele em breve. A forma como o Pasolini filma a prostituição torna obsoletas as restantes tentativas. “Avassalador.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“I am curious – Yellow”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A versão amarela já conta com texto aprofundado nesta casa. Por isso, não me vou adiantar. Renovei a certeza de que este é um filme de propaganda branca camuflado de erótico. Consegue ser erótico, sim. Mas não há clímax que se aguente a quase 60 minutos de debate socialista e entrevistas sobre existência ou não de classes na Suécia. Só muito dificilmente a ele voltarei. O camarada do lado revela curiosidade em relação à variante azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Chasing Amy”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme que semeou alguma discórdia. Admiro o talento que Kevin Smith exibe na escrita, mas “Amy” patina nos estereótipos e cenas altamente embaraçosas (Ben Affleck chora por duas ou três vezes, para terem uma ideia). O triângulo amoroso aguenta-se à custa de excelentes diálogos, enquanto que a banda-sonora parece mais datada que um disco dos Men at Work. O vizinho acha que o “filme se enquadra apenas a uma tarde de domingo”. Eu creio que é muito mais que isso: “Chasing Amy” é comédia juvenil inteligente e passerelle de deixas memoráveis como:” I was an experimental girl for Christ sake!”(ver para entender)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Do the right thing”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quebradas todas as regras, foi escolhido um filme mais consensual para um público maior que até minha casa tinha vindo para assistir ao desafio entre o slb e o Estoril (Mantorras resolveu). “Do the right thing” é Spike Lee embrionário e tudo o que se espera do realizador nova-iorquino. Cada vez mais o meu Spike Lee joint favorito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Slacker”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive a honra de escolher o filme que encerraria o certame, mas a obra-prima indie foi exibida apenas até meio já que os ânimos eram poucos e a sonolência muita. Não queria deixar de gostar do filme ao vê-lo com um olho fechado. O consenso foi encerrar hostilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final, esboçaram-se podiums e conspirou-se acerca de qual teria sido o vencedor da palma de ouro. O companheiro arriscava “Yojimbo”, “Band of outsiders”... Eu não me pronunciei. Frisei o equilíbrio e a variedade, mas, no fundo no fundo, o meu coração estava em Roma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-111442770142587579?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/111442770142587579/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=111442770142587579' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111442770142587579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111442770142587579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/04/1-meia-maratona-criterion.html' title='1ª Meia-Maratona Criterion'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-111416232500008006</id><published>2005-04-22T02:25:00.000-07:00</published><updated>2005-04-22T02:32:05.000-07:00</updated><title type='text'>Parabéns, Laura Palmer</title><content type='html'>Faz hoje anos a Sheryl Lee. E, já que não escrevo nada há dias, achei que seria de bom desejar-lhe aqui os meus parabéns. Lembro-me de ir dormir na sua companhia às quintas-feiras. Ela que até podia ter sido hospedeira (olhem bem para a moça), era a assombração que levava comigo para os lençois. Ora falava de trás para a frente ora aparecia a gesticular o gesto de quem cheira uma linha. Sempre misteriosa e fora do alcance masculino. Laura Palmer é uma partida que Lynch pregou a todo o macho que se acha dominante. A profundidade do sexo forte representará sempre maior incógnita. Grato por dias vividos nessa confusão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-111416232500008006?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/111416232500008006/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=111416232500008006' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111416232500008006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111416232500008006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/04/parabns-laura-palmer.html' title='Parabéns, Laura Palmer'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-111350460966600177</id><published>2005-04-14T11:48:00.000-07:00</published><updated>2005-04-14T11:50:09.666-07:00</updated><title type='text'>Não vás ao mar, Toino</title><content type='html'>Foi difícil ceder a “Mar adentro” por duas razões distintas: não ando com pachorra para dramas clínicos e tinha a sensação de que o filme espanhol me iria afectar pela sua temática. Surpreendentemente e muito por causa da brilhante interpretação de Javier Bardem, deixei-me levar com a maré e “Mar adentro” fez tremer os nervos do rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apelo Amenábar (substanciado por quem me levou até ao filme) e a ausência de Robin Williams cativaram-me ao ponto de partir para o filme sem reservas ou preconceitos, mas na certeza de que iria assistir a um “tearjerker”. A verdade é que “Mar adentro” convence nessa função.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi o filme sem legendas e, mesmo que não tenha “apanhado” alguns diálogos, nunca deixei de perceber o que se estava a passar. Ontem tinha paciência para ele. Hoje nem me está a apetecer escrever sobre o que vi. Wild mood swing.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-111350460966600177?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/111350460966600177/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=111350460966600177' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111350460966600177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111350460966600177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/04/no-vs-ao-mar-toino.html' title='Não vás ao mar, Toino'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-111334966116184210</id><published>2005-04-12T16:46:00.000-07:00</published><updated>2005-04-12T16:47:41.163-07:00</updated><title type='text'>Ninja vs. Ninja vs. Máfia vs. Loira mamalhuda vs. Bom senso</title><content type='html'>Na continuidade da vaga fétichista, lanço-me no post de hoje a um dos fetiches que mais cultivo e estimo: filmes de ninjas. Por força de uma infância a dieta Dudikoff e juventude perdida a consumir avidamente tudo o que era filme de ninjas em canais turcos com o saudoso Show TV, ainda hoje nutro uma imensa simpatia por aquela julgo ser uma das áreas mais férteis do cinema “camp”. “Revenge of the Ninja” (1983) tem os anos 80 tão chapados na testa que transformou o meu horário pós-laboral numa alegre trip nostálgica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A intriga é tão básica como a de um jogo programado pela Ocean ou Gremlin - velhinhas casas de software para Spectrum -: um esquadrão de ninjas assassina a família de um ninja retirado, fazendo sobrar o filho para aqueles que viriam a ser os melhores momentos “buéréré” do filme (já lá vamos). O ninja pacifista refugia-se nos Estados Unidos, onde, sem fazer ideia do que lhe é oculto por uma máfia cliché, acaba a traficar estatuetas cheias de heroína numa galeria de arte que mais parece um stand da Abraço. Temos loiraça curvilínea e um grande casarão a publicitar a prosperidade que o país da liberdade sempre oferece aos 5 asiáticos que não acabam a trabalhar em mercearias e restaurantes. Tudo tão pouco credível como os assassínios de asiáticos que, à falta de budget, deixam miraculosamente de sangrar mesmo quando trespassados por uma espada tipo-John Holmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito mudou na América. “Revenge” foi lançado pela prestigiada Metro G. Meyer (e nem por isso deixa de ser mau como o horário nobre da TVI) e nele é possível encontrar uma inocente criancinha de 8 anos à tareia com arruaceiros do seu tamanho e a manejar objectos cortantes em jeito de ameaça perante a loura mamalhuda (tem direito a 200 palavras no máximo, estejam descansados). Que mau exemplo... Tivesse eu 8 anos quando vi este filme e a minha bisavó não teria chegado a temer a ameaça (?!?!) Y2K. Qual é a semelhança entre um padre e um realizador sem escrúpulos? Ambos não olham a idades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isto dito, ainda há muito a acrescentar a esta pérola de latão trash. Há interpretações capazes de provocarem repúdio ao irmãos Baldwin (sem excepção), um padrinho a querer fazer passar-se por Joe Pesci , um Ninja mau com mais artimanhas que o Inspector Gadget (não, Matthew Broderick, ainda não estás perdoado) e um duelo final de cortar a respiração (ao ninja que morre, pois claro). “Revenge of the ninja” vingou-me a fome que tinha desde “Ninja Dragão”, mas aposto que jamais voltarei a vê-lo de uma ponta à outra. Sóbrio, pelo menos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-111334966116184210?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/111334966116184210/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=111334966116184210' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111334966116184210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111334966116184210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/04/ninja-vs-ninja-vs-mfia-vs-loira.html' title='Ninja vs. Ninja vs. Máfia vs. Loira mamalhuda vs. Bom senso'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-111313860097604597</id><published>2005-04-10T05:59:00.000-07:00</published><updated>2005-04-10T06:10:00.976-07:00</updated><title type='text'>Parabéns, Steven</title><content type='html'>Comemora hoje 54 anos um dos meus actores fétiche: o imcomparável Steven Seagal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou certo de que o vai comemorar na companhia do Dalai Lama e rival Chuck Norris. Juntos vão planear um argumento em que, ao bom jeito budista, o personagem interpretado por Seagal será contratado pela Interpol para se deslocar até ao Nepal e exterminar todos os vendedores de pele de Anaconda, cujo comércio, desde que o Jon Voight, piscou o olho àquela boazona, passou a ser ilegal. O homem, que não muda de penteado há mais tempo q o Luís Represas, tratará de quebrar todos os ossos e algumas articulações aos bandidos e o tradicional domingueiro português terá razões para sorrir no caminho de regresso a casa. Afinal, Portugal ainda é dos poucos países comunitários em que os filmes de Seagal estreiam em sala em vez de serem directamente remetidos para video.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tenha um iluminado aniversário que lhe sirva de pretexto a procurar um novo agente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-111313860097604597?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/111313860097604597/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=111313860097604597' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111313860097604597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111313860097604597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/04/parabns-steven.html' title='Parabéns, Steven'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-111282248724376317</id><published>2005-04-06T14:20:00.000-07:00</published><updated>2005-04-06T14:21:27.243-07:00</updated><title type='text'>“Rice sniffin’, bitch slappin’, yakuza, motherfucker”</title><content type='html'>“Branded to kill” (1967) irradia aquele tipo de magia que muitos procuram, mas poucos alcançam. Além de se situar anos à frente do seu tempo, o filme de Seijun Suzuki é pura arte sem ponta de pretensiosismo que lhe possa ser apontado. Trouxe até mim um  delicioso festim de visual – intenso durante pelo menos meia-hora (a servir de ponte entre o real e o surreal)  - com que eu só sonhava. Fogo ao rastilho e é ver como o exotismo nipónico enche os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A narrativa – as aventuras de um assassino a contrato - aparenta a simplicidade de um sketch d’”Os batanetes”, mas ramifica-se em focos de complexidade como fantasmas amorosos e um encadeamento labiríntico que une a vida sentimental e os momentos de carnificina do killer no.3 (sobriamente interpretado pelo actor de culto Joe Shishido). Temos assim um filme apoiado num formato que Lynch viria a explorar com excelência mais tarde. Formato esse que favorece o impacto e efeito em que vê, em detrimento de uma lógica que deixa de ser conservada à risca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Branded to kill” não cessa de ganhar pontos enquanto dá largas ao seu leque de golpes visuais, que passam pela sobreposição de desenhos e uma falta total de reservas quando toca a seleccionar o melhor ângulo para cada cena. Saltam a rodos as surpresas da cartola: corpos em chamas, uma das mais originais sequências de assassinatos que alguma vez vi em cinema, cenas de sexo filmadas com uma sensibilidade que faz delas peças de arte. Lá está, “Branded to kill” é arte extraída à fricção entre o trash e o arrojo. Quando essa chama diminui, o filme de yakuzas derrapa, sem nunca chegar ao despiste. Grande parte do seu encanto reside também na incógnita que resulta dessa caminhada pela corda bamba. E que caminha, meus amigos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-111282248724376317?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/111282248724376317/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=111282248724376317' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111282248724376317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111282248724376317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/04/rice-sniffin-bitch-slappin-yakuza.html' title='“Rice sniffin’, bitch slappin’, yakuza, motherfucker”'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-111265811592055226</id><published>2005-04-04T16:19:00.000-07:00</published><updated>2005-04-04T16:41:55.920-07:00</updated><title type='text'>The killers (1964)</title><content type='html'>Já é tarde e não me vou adiantar muito em relação ao que vos trago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como prometido, fica aqui o meu parecer acerca da segunda versão de "The Killers". Tal como suspeitava, preferi o colorido de 64 ao preto-e-branco da primeira versão. Nas mãos de Don Siegel, o conto de Hemingway passa a ser um filme de golpada e o Lee Marvin (no meu pedestal de durões está ao lado de Charles Bronson e Robert Mitchum) o hit-man mais fodido que Hollywood já conheceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os ingredientes voltam a estar lá todos: o diálogo-esgrima, a sucessão de traições e a sensação de que a ganância é a que sempre leva todos à morte. Mas este "The killers" abunda em momentos e curiosidades que fazem dele um dos primeiros conselhos sublinhados pelo Royale. Temos direito a uma empolgante corrida de carros, vários comprovativos de que Ronald Reagan era um péssimo actor (além de ter sido um péssimo presidente), Cassavetes em flor como intérprete e uma protagonista feminina que fez as minhas delícias, como não acontecia desde que vi a Natalie Portman com aquela cabeleira rosa em "Closer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fosse o sono e teria muito mais a escrever sobre esta meia-preciosidade. Volto a ele se um dia repetir a dose. Agoro volto aos lençois, pois já o João Pestana me prometeu a Charlize Theron para os sonhos de hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-111265811592055226?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/111265811592055226/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=111265811592055226' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111265811592055226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111265811592055226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/04/killers-1964.html' title='The killers (1964)'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-111230325406324046</id><published>2005-03-31T12:33:00.000-08:00</published><updated>2005-03-31T13:07:34.063-08:00</updated><title type='text'>Horrible, simply horrible.</title><content type='html'>“20 million miles to earth”(1957)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mediante impossibilidade de inserir imagens (não percebo puto de html ou qq coisa q se pareça), continua o meu humilde blog a ter o aspecto cinzentão. Cancelada uma ida ao cinema para ver “Ray”, permanece-se por casa a escrever. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou até mim, pelas mãos de um fiel de dealer de bom e mau cinema, este caramelo Penha de sabor a limão azedo. “20 million miles to earth” (1957) é sci-fi ranhoso e nem sequer apresenta suficientes credenciais “camp” (mau por falta de meios, se preferirem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“20 million miles” não varia muito das centenas de filmes centrados em monstros (e este vem de Vénus): o bicho chega numa nave, começa por ser domado e acaba por escapar. Pelo caminho, há direito a pseudo-romance pouco plausível (nem sequer um xoxinho, porra!), muitos momentos arruinados pelas garras do grotesco extraterreste e um rumo narrativo que deixa de existir a meio da duração. Chegado o período de transição (período esse que o vosso escriba aproveitou p um soneca rapidinha), passa o filme a modo “Parte tudo! Racha tudo! Fode tudo!”. Argumento, lógica e qualquer interesse, inclusive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante a pasmaceira generalizada, aguardo o amante de mau-gosto pelos momentos altos de matéria risível. São escassos: a luta entre o bicho (cruzamento entre godzilla e um king kong neurótico) e um elefante de zoológico, as imagens de arquivo inseridas a martelo e o espanto estampado no rosto de alguns aterrorizados. É certo que os efeitos “stop-motion” começam por fazer cócegas, mas, com o passar do tempo, tornam-se banais e apenas embaraçosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“20 million miles” é um fracasso enquanto “monster movie” lançado por um grande estúdio (Columbia) e de mínimo interesse para todos a que ele acorrem pelos seus aspectos negativos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-111230325406324046?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/111230325406324046/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=111230325406324046' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111230325406324046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111230325406324046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/03/horrible-simply-horrible.html' title='Horrible, simply horrible.'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-111195025489745144</id><published>2005-03-27T10:58:00.000-08:00</published><updated>2005-03-27T11:04:14.900-08:00</updated><title type='text'>Blue suit, bow tie</title><content type='html'>Os dias correm-me surpreendentemente bem e o cinema a isso ajuda. Vivo hoje o quinto de uma série de dia felizes, que nem o morninho “The Killers” (1946) conseguiu abalar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os diários de Che Guevara”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntei-me ao núcleo de amizades que muito estimo para assistir ao filme que recentemente tinha sido prendado a um dos presentes. Depois de por duas vezes derrotado no Pro Evolution Soccer (por 2-1 e por 1-0), acreditava que o regresso de Walter Salles pudesse salvar a noite, e salvou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os diários” consegue satisfazer os que por aqui procuram continuidade e inovação. Salles volta, sem dogmas ou clichés, a retratar uma América do Sul à procura do eternamente adiado rumo. Garcia Bernal é metade de um muito bem conseguido par de protagonistas, tal como já aconteceu num muito bem sucedido “E a tua mãe também”. A inovação chega pela mão de Salles numa maior incidência sobre o excelente trabalho de fotografia (pasmámos todos em conjunto), em detrimento da montagem metralhadora de “Cidade de Deus”. Por sua vez, Bernal liberta-se de vez da pele de estrela teenager, ambientando-se a um tenro Che Guevara com a maturidade de um actor que sabe exactamente como alcançar o transe de “character”. É credível, comovente e nem sequer precisa de gritar “Freedom”. Além disso, “Os diários de Che Guevara” conta com o grande gag do ano, até agora. O Royale aconselha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“The Killers”(1946)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolhido para ritual cinéfilo de sábado à tarde, “The Killers” é um excelente série-b ou um desequilibrado série-a. Será, acima de quaisquer suspeitas, uma obra de cinema “noir” com tudo no sítio. “The kills. The thrills. The skills.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta com um debutante Burt Lancaster e uma resplandecente Ava Gardner que fez com que pedaços de caju me fossem caindo da boca à medida que disparava aquelas balas de sedução verbal. Baseado num conto de Hemingway, “The Killers” é estruturalmente complexo. Exibe sem hesitações as suas virtuosidades de objecto à frente do seu tempo: diálogos subversivos, sensualidade implícita e um argumento pouco favorável à aceitação imediata por parte do grande público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez porque fui obrigado a interromper o visionamento por 3 ou 4 vezes, fico com a ideia que o filme de Robert Siodmak merece um futuro visionamento (muito mais atento, dessa vez). O Royale cá está para vos dar conta disso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-111195025489745144?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/111195025489745144/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=111195025489745144' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111195025489745144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111195025489745144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/03/blue-suit-bow-tie.html' title='Blue suit, bow tie'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-111124957415786351</id><published>2005-03-19T08:25:00.000-08:00</published><updated>2005-03-19T08:26:14.160-08:00</updated><title type='text'>69 e ½</title><content type='html'>“I am curious -  Blue” é mais do mesmo. É complementar. Insuficiente, sem “Yellow”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As personagens são as mesmas. As alegorias abundam. Mantém-se o tom de “trip” subconsciente pelos meandros da emancipação sexual. Desta vez, protagonista Lena (nas mãos de Lars Von Trier seria ouro) parte à descoberta do lesbianismo, pacifismo (o segundo dos filme é muito mais “hippie”) e de um passado ocultado pelos pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política volta a marcar presença. Ninguém sai ileso. Entre outros slogan de revolta, há direito a um curioso:”Portugal fora de África” (quando em “Yellow” tinha sido”Salazar é companheiro de Franco”). Tudo isto é exposto nesta “sequela” de uma forma muito mais ligeira. Há até uma sequência tardia em que Lena passa de bicicleta por uma turba de manifestantes e reconhece já não se identificar muito com tudo aquilo. “I am curious” grita “Make love, not war” em grande parte dos seus “sketches”. Ainda que a penalidade seja acabar com sarna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, porque ambos os filmes são apenas isso: uma colagem de “sketches”, do documental ao microscópicamente emocional. Acredito que funcionem bem se vistos em conjunto. Montados num só e amputados de 45 minutos de propaganda política (muito substrato), e seria absoluto como documento de época. Assim, exige maior paciência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-111124957415786351?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/111124957415786351/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=111124957415786351' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111124957415786351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111124957415786351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/03/69-e.html' title='69 e ½'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-111100389035659862</id><published>2005-03-16T11:33:00.000-08:00</published><updated>2005-03-16T12:11:30.360-08:00</updated><title type='text'>"In Rio De Janeiro you can screw for free"</title><content type='html'>"I am curious - Yellow"(1967)  é um panfleto esquerdista disfarçado de estudo sobre a descoberta da sexualidade e prosmiscuídade (a protagonista já vai no 23º aos 22 anos de idade), ou o inverso. É uma metade. Também existe "I am curious - Blue" (que ainda não vi, mas que aqui tenho para ver).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este poderia ser o filme de propaganda realizado por Cicciolina, caso tivesse perdido anos a estudar o cinema do seus compatriota Pasolini, em vez de andar a mamar na quinta pata do cavalo.  Em traços grossos, a primeira metade de "Yellow" aponta armas ao Franquismo e à passividade de cidadões comuns que vão respondendo como podem às questões da protagonista sobre - entre outras - a existência ou não de classes sociais na Suécia. Comenta quem dispõe de nulo conhecimento da causa, mas parece-me que grande parte do frenesim interventivo da primeira hora de filme está directamente relacionado com o desconforto que advém da menstruação. Em todo o caso, são quase 70 minutos de discurso "avermelhado" que incutirá alguma sonolência em quem não esteja familiarizado com o contexto político da época. Eu, pelo menos, não faço ideia do que se passava na Suécia de fim de 60.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda metade de "Yellow" consegue ser muito mais interessante e pertinente no que a bom cinema diz respeito. Incluí as 3 ou 4 cenas de sexo que valeram ao filme a proibição em território norte-americano, onde, depois, vem a arrecadar grandes quantias nas bilheterias, muito à custa de todo o bruá que o envolvera. Fiquei descansados os mais púdicos. Apesar de vagamente gráficas, as sequências parecem obsoletas quando comparadas a qualquer coisa que hoje passe em horário nobre na estação que um dia pertenceu à Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pela via do sexo que o realizador Vilgot Sjoman consegue levar o filme a bom porto, pois expõe num jogo de realidade / ficção, em rodagem / fora de rodagem (muito à frente, neste aspecto) a vertigem de quem mergulha de cabeça na idade adulta, sem ter abandonado por completo inseguranças como a obesidade e outras perturbações neuróticas.  "Yellow" é muito mais que isso, mas aprofundar-me faria deste post uma tese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora arrisque alguns bocejos, "Yellow" vale por documentar à flor-da-pele o sentimento vivido numa época de transição sexual, moral, política. Fica irremediavelmente associado à primeira dessas revoluções, mas qualquer filme cujos protagonistas surgissem a pinocar na "maior árvore da Europa" arriscava-se a isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-111100389035659862?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/111100389035659862/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=111100389035659862' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111100389035659862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111100389035659862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/03/in-rio-de-janeiro-you-can-screw-for.html' title='&quot;In Rio De Janeiro you can screw for free&quot;'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-111093024775637493</id><published>2005-03-15T15:14:00.000-08:00</published><updated>2005-03-15T15:44:07.756-08:00</updated><title type='text'>Pernas para que te quero</title><content type='html'>Algures entre "O Comboio do dinheiro" e "Anaconda" (um dia, lá iremos), "Striptease" é presença habitual nos nossos quatro canais em aberto.  Começou há pouco na RTP1 e não sou capaz de esconder algum carinho de quem comigo fala no MSN.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer filme que se deixe inundar por dúzias de pares de mamas logo aos 06 minutos passa a ser automaticamente à categoria de "exploitation". Este "Flashdance" soft-core não demora a demonstrar trunfos e antes dos 20 minutos já ficámos a conhecer o seu melhor: os lindos seios de Demi Moore. Tudo o resto é acessório e secundário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o resto gira em torna de um drama familiar que acumula mais clichés que toda o espólio "Vila Faia". O potencial Kneelex de "Striptease" é tão reduzido que devem ser mais as dançarinas no filme que as mulheres deste mundo que se comoveram com a história da mãe plástica que esfrega o rabo no nariz de predadores famintos para pagar as contas da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por lá anda Burt Reynolds - em ante-câmara do rejuvenescimento "Boogie nights" - no papel de predador sexual chéché e Ving Rhames a morrer de saudades dos tempos em que era sodomizado por polícias em caves sado-maso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para evitar o tédio, é ter atenção ao vestuário - mais justo ou largo - que vai passando pelo corpo da protagonista Demi Moore. É por aí que a narrativa do filme progride.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No confronto directo, "Striptease" sai cilindrado pelo rival "Showgirls", que consegue ser ainda mais desprezível que um filme cujo maior trunfo cómico envolve iogurtes com baratas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-111093024775637493?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/111093024775637493/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=111093024775637493' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111093024775637493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111093024775637493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/03/pernas-para-que-te-quero.html' title='Pernas para que te quero'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-111065779750768659</id><published>2005-03-12T11:46:00.000-08:00</published><updated>2005-03-12T12:03:17.510-08:00</updated><title type='text'>Texas Chainsaw Massacre 2</title><content type='html'>São filmes como "Texas Chainsaw Massacre 2" que fundamentam a minha opinião face a sequelas: salvo raras excepções ("O Império Contra Ataca" é a excepção clássica), a merda é sempre a mesma. "Chainsaw 2", ainda que dirigido por Tobe Hooper (o pai do original), afunda-se no lodo da fantochada logo aos 7 minutos, altura em que um boneco de trapos serra a meio um carro onde viajavam dois arruceiros embriagados que, para bem da sanidade, tinham mesmo de morrer ali.&lt;br /&gt;Depois disso, não melhora muito. Junta-se a espalhafatosa direcção de Hooper à miserável interpretação de Hopper, Dennis (num período negro da sua carreira), e o caldo está entornado. Desta vez, Leatherface está apaixonado e desenvolve uma obsessão psicótica pela protagonista do filme. Temos direito a ver a nossa aberração texana favorita numa sequência em que usa a moto-serra como instrumento sexual. Não se chega a perceber - por entre todo aquele monte de farrapos de carne humana - se Leatherface atinge o orgasmo ou não. É o ponto alto e o único digno de interesse.&lt;br /&gt;Há decalque de sequências presentes no primeiro "Massacre" e o circo descamba numa toca-e-foge passado numa cave pilhada aos "Goonies" e termina com a maldição nas mãos da protagonista busto 46, que rodopia o instrumento da matança num passo de ballet macumbeiro - evidencia primária de que é ela agora a possuída pela maldição. Amaldiçoados 100 minutos perdidos com este berloque.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-111065779750768659?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/111065779750768659/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=111065779750768659' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111065779750768659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111065779750768659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/03/texas-chainsaw-massacre-2.html' title='Texas Chainsaw Massacre 2'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-111056833949977836</id><published>2005-03-11T10:49:00.000-08:00</published><updated>2005-03-11T11:12:19.500-08:00</updated><title type='text'>A insaciável paixão de Mel Gibson</title><content type='html'>Chegou-me hoje aos ouvidos que o Mel Gibson está a pensar adaptar o milagre de Fátima ao cinema. Eu adianto desde já os potenciais candidatos. O leitor ocupar-se-á de corresponder as estrelas aos protagonistas como bem entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pastorinhos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Macaulay Culkin (tendo em conta que está habituado a experiências extremas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thora Birch (a inserção de um par de óculos de massa podia ser o mais genial "product placement" do cinema religioso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corey Feldman (arriscar o seu "casting" e esperar bons resultados de bilheteira seria por si só um acto de enorme fé por parte do realizador)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liza Minelli (com mais uns litros de Botox nas beiças ainda se afoitava com credibilidade ao papel de pastorinha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Samuel L. Jackson (já tinha feito campanha para o papel com o emblemático:"I've been trying real haaaaaaaard to be shepherd")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aparição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michael Jackson (habituado às exigências dos efeitos especiais)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hugh Grant (encontrá-lo num box-office simularia na perfeição "A Aparição")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poltergeist de Charles Bronson (para não desiludir os que vinham à procura da mesma violência da "Paixão de Cristo")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sophie Marceau (seria a melhor forma de Gibson recompensá-la pelo frete a que a sujeitou em "Braveheart")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figurantes para a turba de incrédulos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John Cleese&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;W. C. Fields&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João César Monteiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Portas (mas alguém o convence de alguma coisa?!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-111056833949977836?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/111056833949977836/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=111056833949977836' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111056833949977836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111056833949977836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/03/insacivel-paixo-de-mel-gibson.html' title='A insaciável paixão de Mel Gibson'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-111056691542667449</id><published>2005-03-11T10:47:00.000-08:00</published><updated>2005-03-11T10:48:35.430-08:00</updated><title type='text'>Anatomia de uma cena descontextualizada</title><content type='html'>Descobri finalmente na Mula a famosa sequência do polémico fellatio que tanto alarido causou em torno de “Brown Bunny”. Após ter recebido dois fakes que exibiam uma senhora bem aparecida a sugá-lo ao som daquela música de Chris Isaak que é frequentemente associada a “Eyes wide shut”, eis que finalmente me deparo com “the real thing”: os quatro minutos que pontificam “Brown Bunny”.&lt;br /&gt;Mesmo que visionada à parte do restante filme, a sequência do broche parece-me cada vez mais um beijo apaixonado, em vez do carnaval de pornografia que lhe apregoam. Uma segunda apreciação – após quase um ano a conviver com memórias, banda-sonora e textos relativos ao filme – revelou-se fortuita na forma como revelou uma série de aspectos que não captei à primeira. Dita a disposição hierárquica dos sexos que seja o praticante do acto oral o submisso. Gallo subverte essa convenção. É ele o submisso neste caso. Assombrado, desgosto, perdido no reviver do momento traumático em que se deparou com a sua Daisy à mercê dos caprichos sexuais do nebuloso grupo de homens que a fodeu naquela noite. Serão, no fundo, eles os vilões da história e, em contraponto, Bud Clay o herói romântico. Debruçada sobre a virilidade do protagonista, Daisy redime-se da promiscuidade. Clay exorciza na ejaculação os seus fantasmas, mas sempre na condição do mais frágil.&lt;br /&gt;Daisy é um fastasma. Bud Clay é simplesmente Vincent Gallo, que já se tinha representado a si mesmo em “Bufallo 66”. Ambos evidenciam movimentos ao longo do filme: Clay mergulha numa trip emocional em forma de espiral, enquanto colhe flores (sempre insatisfatórias perante a sua apreciação masculina), enquanto Daisy gravita sem muito em que pensar no seu purgatório de drogas e dias a fio com pupilas dilatadas. Limita-se a ter de esperar pelo momento climático em que se penitenciará até ao momento em que Clay se estender nos lençóis, sereno e ciente de que, em espírito, apenas a ele Daisy será subserviente. Somente na luta pela dominância Gallo / Clay é misógino. As feministas e detractores não perdiam nada em rever estes 4 minutos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-111056691542667449?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/111056691542667449/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=111056691542667449' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111056691542667449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111056691542667449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/03/anatomia-de-uma-cena.html' title='Anatomia de uma cena descontextualizada'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11359324.post-111056678880714541</id><published>2005-03-11T10:41:00.000-08:00</published><updated>2005-03-11T10:46:28.806-08:00</updated><title type='text'>The day after yesterday</title><content type='html'>O Royale com queijo já teve direito ao devido baptismo. A meio de um longo parágrafo que expunha as razões que me levaram à sua criação, pisei com o meu pé direito o cabo que liga o PC ao transformador e perdi as palavras no meio de todos os 0101010101010. Passo a simplificar as intenções deste Blog por tópicos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O mote é o cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Poupar-me a ter de dispender a dose de saliva necessária para colocar as minhas amizades mais próximas ao corrente do que tenho visto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Expôr ódios e paixões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Escrever de forma despreocupada. Não esperem grande eloquência e habituem-se aos erros e imprecisões nos nomes dos invocados (ainda mais porque estou sem corrector de PT no Word).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto terá a ver com alguma insastifação perante o que vejo e leio actualmente. O melhor é passar a posts em vez de lenga-lengas como as que acabaste de ler.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11359324-111056678880714541?l=royalecomqueijo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/feeds/111056678880714541/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11359324&amp;postID=111056678880714541' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111056678880714541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11359324/posts/default/111056678880714541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://royalecomqueijo.blogspot.com/2005/03/day-after-yesterday.html' title='The day after yesterday'/><author><name>Jay Sherman</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08890614817971801813</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
